Não sendo particular adepto da video vigilância (quem vigia os vigilantes?), por vezes ficamos a remoer se não seria necessário uma câmara em cada local de recolha de lixo. Será esse o caminho?
O boom do alojamento local chegou a Olhão e veio para ficar. Apresento-vos o novo alojamento local - bem, para ser verdadeiro, é um alojamento de tipo sazonal, funcionando regularmente no Verão - com hóspedes de alto nível de qualidade vida e bons hábitos higiénicos. As casas de banho são ao ar livre, disponibilizando para o meio ambiente as fezes, líquidos e outros fluídos:
Alojamento local
Simultaneamente, e com uma maior ocupação temporal, a parte de trás do complexo é utilizado como casa de chuto "assistida", só que aqui o "assistida" significa que a vizinhança "assiste" ao desenrolar dos procedimentos, dos preparativos até à injecção. Podemos afirmar, com alguma margem de certeza, que uma das habitantes do prédio ao lado, já viu mais vezes gajos a injetarem-se que a maioria dos técnicos que trabalham nos centros de apoio para toxicodependentes.
Centro consumo assistido
Temos dúvidas é se o relacionamento dos inquilinos, sazonais ou temporários, com a "colónia de gatos" residente no edíficio está de acordo com as indicações do PAN ou as recomendações da Assembleia municipal de Olhão;
Coisas que gostamos de ver e que representam uma ajuda importante para o dia a dia dos cidadãos.
Não vale começar com as críticas desmioladas que normalmente aparecem:" e vão ter pessoal?", "e as filas de espera?" "e o fim do mundo que nunca mais chega, nem sequer o fim de semana", "não teremos bancos para nos sentar, não seria melhor sofás de pele?".
Para nós é uma boa medida, que potencialmente abrange todos os cidadãos do município (e não só), o que é raro acontecer, pelo que é de toda a justiça reconhecer o mérito da mesma. Destas, venham mais.
Ontem, 1 de julho, pelas 18,00 horas, um passeio pelo parking da Bela Olhão.
Lá fora, e num raio de 150 metros, uma quantidade grande de carros mal estacionados: ou em cima de passeios, ou em zona de estacionamento proibido, ou em rotunda (em olhão tb se estaciona em rotundas).
Nada de novo, a não ser a confirmação que o presidente do município, António Pina, tem carradas de razão: "em Olhão não há falta de estacionamento".
Estacionamento de borla (até 15 de julho) e está a menos de 10% de ocupação, como será quando for pago?
Vale a pena o esforço que a autarquia faz para dotar a zona de recursos, colocados à disposição dos cidadãos se estes não os utilizam? Nem de borla?
Com uma PSP a tender para a inércia (dentro em pouco veremos a PSP a só agir em situações de pré-pagamento, isto é, teremos de pagar para eles atuarem) e enquanto a Policia Municípal não chega, só nos resta aguentar, pois então.
Dizem por aí que há um problema estético, bem à vista de todos, com a altura do edificado de um novo hotel (?) em plena avenida;
Levantada a questão nas redes sociais (em assembleias municipais já ouvimos por duas vezes, munícipes, não partidos, a questionarem o executivo municipal acerca dessa construção);
As explicações fornecidas, a roçar o esoterismo, são titubeantes, pouco afirmativas e excessivamente técnicas, pelo que o comum munícipe, como nós, fica na mesma;
Por outro lado, e confirmamos ontem in loco, da esplanada do Espanha não se consegue ver a obra;
Os partidos da oposição, do BE ao CDS também nada dizem, pelo que concluímos que tudo decorre dentro da maior normalidade;
Então que fazer para calar as pessoas maldizentes que, como nós, não percebem nada destas coisas construtivas e só mandam bocas? Nada como tapar o edifício: olhos não veem, coração não sente, pensaram os responsáveis da obra.
Como costumavam dizer no Alentejo: cabecinhas pensadoras!