quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Páscoa da Pedra (3)

 O PCP de Olhão antecipou a sua Páscoa 1 semana, com a visita do camarada Jerónimo. Foi bonita a festa, pá.
Sem ondas o PCP lá vai fazendo o seu caminho, com o Sebastião à frente, e a Pedra associa-se aos festejos oferecendo um bolo de chocolate de tons vermelhos (desculpe lá o vermelho Sebastião, mas um comunista sportinguista é, em termos de cor, um paradoxo, ou, como diria o Marco Paulo, "tem dois amores").
Contráriamente ao Bloco, o PC é comunista e não o esconde, tendo orgulho em afirmá-lo. Só por isso merece respeito.

Parabéns pela festa e uma feliz Páscoa.

A Páscoa da Pedra (2)

A Páscoa do BE olhanense é de festa, com a apresentação do seu candidato surpresa (?), com a presença da Catarina. Sendo, nas insuspeitas palavras de Arnaldo Matos, "o Bloco dito de esquerda, (...), que é agora o partido político da pequena burguesia liquidacionista, anti-proletária, anti-comunista e anti-marxista", a Pedra associa-se à festa e oferece, não um folar mas um ovo Kinder, que é o que mais se adequa à estrutura bloquista: abre-se o ovo, raspa-se a parte de chocolate e temos direito a uma oferta surpresa.
O BE é assim: tudo muito popular, muito "doce"(o chocolate), mas partimos o ovo e recebemos de oferta.. um comunista! Há três versões do ovo BE: estalinista, maiosta ou trotskista, mas em Olhão a versão maoista tem mais procura. 

Boa sorte ao candidato e boa Páscoa a todos.

A Páscoa da Pedra (1)

Páscoa é tempo de reflexão e de oferendas. A Pedra não pode deixar de oferecer aos partidos olhanenses, em ano de eleições autárquicas, um doce que mais se adequa a cada um.

Ao PS e PSD oferecemos o tradicional folar, feito nas nossas terras. É o mesmo bolo, pois os olhanenses ainda não perceberam o que distingue a massa de cada um. O PS, como governo municipal eterno, tem mais ovos, é mais rico. O PSD ainda não conseguiu mostrar que a sua massa é diferente, e continua "sin huevos" para afrontar a massa do folar do PS.
Boas Páscoas aos dois.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Novo presidente?

 

Almoço debate com Câmara Comércio Luso-Britânica ontem no Algarve. Lá por Lisboa quando falam do Algarve normalmente falam do eixo Loulé-Albufeira e sim, Vilamoura ainda é Algarve.
O curioso é ver a personagem sorridente sentado na mesa da secretária de estado. Será o novo presidente do turismo do algarve, ou a secretária de estado está a promover a candidatura?
O tempo dirá, mas alguém está a ser comido de cebolada, lá isso está.
Para os olhanenses tanto faz, até a patrulha Pata pode dirigir o turismo do Algarve, pois não contamos para nada nestas coisas do turismo, e nada fazemos para contar, não é senhor presidente António Pina?

terça-feira, 4 de abril de 2017

Isto aplica-se ao Algarve, não?

Os Comunistas Açorianos
E os Novos Rumos da Autonomia
Arnaldo Matos
"O que tem caracterizado a acção dos partidos políticos nos Açores nos últimos quarenta e três anos posteriores à revolução de Abril é o oportunismo político: o CDS, partido originário do centro social democrata cristão é, mais até nos Açores que no continente português, um partido de extrema direita, reaccionário e fascistóide, vagamente independentista na velha área flamista; o partido social-democrata (PSD) é o partido da velha burguesia reaccionária compradora açoriana, que reúne a direita capitalista da especulação imobiliária com a direita agrária e latifundiária do arquipélago; o partido dito socialista de Carlos César e de Vasco Cordeiro é o partido da burguesia capitalista moderna local, que há muito meteu o socialismo na gaveta, à moda do velho Mário Soares, e para enganar as mesmas pessoas: os operários e outros trabalhadores assalariados; o Bloco dito de esquerda, (...), que é agora o partido político da pequena burguesia liquidacionista, anti-proletária, anti-comunista e anti-marxista; e o partido dito comunista, ou seja o partido social-fascista de Barreirinhas Cunhal e Jerónimo de Sousa, que há muito abandonou os operários e as suas lutas e reivindicações, preocupando-se unicamente em manter o tacho parlamentar e o tacho da Intersindical."
Isto aplica-se ao Algarve, não?

Portugal

questão que eu tenho comigo mesmo

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,

a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!

Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós...

Alexandre O'Neill, in 'Feira Cabisbaixa'
 

domingo, 2 de abril de 2017

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Fiquei deveras satisfeito com a polémica da semana nas redes sociais olhanenses, liderada mais uma vez pela malta de esquerda, que, de repente, se mostra interessada, não só pela casa do senhor, mas também com os danos hipotéticos que agora lhe estão a causar. Vendo ateus tão preocupados com as coisas divinas, logo pensei que tinham tido uma epifania e passaram, como os pastorinhos de Fátima, a ser crentes, quiça beatos. Se foi isso, não há dúvidas que o senhor escreve direito por linhas tortas.
Amigo foi quem me disse que, na verdade, o que eles queriam era apanhar o Pina, mas este, seguindo conselhos paternos, faz-se morto como o "lenguado". E bem, que quem sai aos seus não degenera.
Ok, para a semana logo aparece outra "polémica" e já ninguém se lembra desta, mas convém que essa malta ouvisse o tal "povo" que eles dizem representar, e esse, o povo, não percebe bem porque razão a obra tinha que parar.
Feitios, que se há de fazer?

O gato na árvore

Assembleia Municipal de 26 de Setembro, em 6 pontos 1 - O presidente Pina com o seu ar blasé, descontraído, sabendo que, no fundo, ...