- Há muitos animais abandonados? A recomendação apresentada (e aprovada) na Assembleia Municipal de Olhão por uma deputada do PSD, diz que sim, o PAN, na sua sessão de apresentação à ultima assembleia municipal, também o diz, e o presidente do município, António Pina, confirma-o.
- Se cada vez há mais animais abandonados, todos os interessados dizem pretender combater essa prática, não se percebendo ainda bem como o pretendem fazer.
- Falemos então de cães. E se estivermos a ver "o mundo ao contrário?" E se o problema não residir no abandono de animais mas sim no princípio, na adopção (ou o que lhe queiram chamar)?
- Em Portugal, qualquer pessoa, do maior génio ao maior imbecil, do mais rico ao mais pobre, do maior pacífico ao mais violento, pode adoptar, recolher ou comprar um cão com a maior das facilidades, nada lhe sendo exigido.
- Qual a solução? Atribuir "direitos" aos animais ou impor "deveres" a quem os adopta, recolhe ou compra (isso ainda é possível?)?
- Olhemos para a segunda opção - deveres dos donos -, com o exemplo alemão, onde passaporte, microchip de identificação e imposto anual são apenas alguns dos requisitos para ter um cachorro em casa.
- Estas regras pretendem dificultar a existência de cães de rua e o abandono dos animais de estimação:
- Os donos devem pagar o imposto do cão (Hundesteuer), cobrado por mais de 10 mil municípios alemães;
- Todo cão possui um registo na prefeitura da cidade onde os donos moram, variando o imposto de acordo com a cidade e, em alguns casos, a raça do cão;
- Todos possuem um chip implantado, com número de identificação. O número também é registado na coleira, que traz o símbolo da prefeitura.
- Em caso de adopção, o futuro dono precisa provar que tem boas condições para oferecer ao cão.
É a solução ideal? Nunca sabemos, mas talvez valesse a pena estudar o assunto, não acham?